Tangerina DS
2026o tangerina é o design system da GOL, com bibliotecas para web e app. durante quase um ano, assumi sua operação de design, conectando a revisão de componentes e documentação à construção de prioridades com produto, negócio e tecnologia.


o ponto de partida
quando cheguei, o tangerina já tinha uma base sólida e conceitos bem estabelecidos para seus componentes. uma auditoria de design, porém, revelou inconsistências, lacunas de definição e decisões sem justificativas registradas. parte do conhecimento dependia da memória de quem havia participado da construção do sistema.
o diagnóstico orientou a revisão das bibliotecas e da arquitetura dos componentes. diferenças visuais passaram a ser organizadas em variantes, mantendo as funcionalidades compartilhadas e favorecendo a reutilização.
documentar para evoluir
ampliar a documentação exigiu ir além de descrever a aparência dos componentes. trabalhei próximo ao time de tecnologia para entender quais comportamentos e definições precisavam estar explícitos para orientar a implementação. com o time de acessibilidade, revisamos as soluções existentes e identificamos itens que precisavam ser readequados.
o header foi um dos exemplos mais complexos desse trabalho. a revisão passou por várias rodadas de refinamento para especificar comportamentos nas diferentes apresentações e como a estrutura seria interpretada por leitores de tela.


sustentar e decidir
durante quase um ano, fui a única pessoa dedicada à operação de design do tangerina, com apoio da liderança e colaboração de outros times. precisei equilibrar o atendimento aos product designers com a revisão dos gaps identificados na auditoria, considerando também a capacidade de design e tecnologia.
quando a direção ainda não estava clara, eu reunia as necessidades dos times, os registros de atendimento e as frentes de evolução para levar propostas à gerência e construirmos as prioridades juntas. com tecnologia, desenvolvi roadmaps, participei das plannings e validei dependências antes de negociar prazos, conectando as decisões de design ao planejamento das sprints.
também propus organizar a entrada e o acompanhamento das demandas. criamos um formulário para centralizar as solicitações, e estruturei registros que mostram quais times pedem apoio, em quais plataformas e com quais tipos de necessidade. esses sinais ajudam a identificar dúvidas recorrentes, bibliotecas que precisam de mais atenção e oportunidades de melhorar componentes, documentação ou suporte.
resultados e próximos passos
o trabalho ampliou a documentação para além da referência visual, incorporando comportamentos, orientações e decisões validadas com tecnologia e acessibilidade. também levou à revisão de componentes e estabeleceu um acompanhamento dos atendimentos para apoiar decisões sobre suporte e prioridades.
a evolução continua com a equalização das bibliotecas web e app, a criação de novos assets e a estruturação dos tokens para multibranding.
o que aprendi
essa experiência ampliou meu olhar sobre o design system: além de cuidar dos componentes, passei a dar mais atenção às condições que permitem aos times utilizá-los. ouvir dúvidas, registrar demandas e esclarecer acordos se tornou parte do meu processo de decisão.